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S ó quero que um dia tenhas tu a força
A ltiva das lutas que em teu solo foram;
O nde o esforço retorne em triunfo dos filhos,
J usto sangue e suor que por ti ainda tombam!...
O uve, o campo te chama, a plantar muito, muito!
S opra o vento!... dá as velas, anima teu povo!...
É o grito operário... reclame oportuno
D e quem trabalhou sempre e eleva teu nome.
O mistério que sonhas, em paz, esquecido
N a brisa que embala o peito que ama,
O rgulho de Pátria, que é este cantinho:
R etém na lembrança, oh, criança querida,
T eus pais, teus amigos, do barco da infância!...
É o NORTE, teu rumo e futuro!... teu ninho!...
Para enviar email, clique aqui! João Carlos Guimarães da Silva . Rio Grande, 16/07/1987.
Atualizado: 19/10/2003
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A volta do Queremismo
*Francisco Bragança /b>

Os ensinamentos que a história nos proporciona, nem sempre são aproveitados pela população. Nas décadas de 40 e 50 vivíamos uma situação semelhante a atual. De um lado, um conjunto de brasileiros que acreditavam que o País precisava se desenvolver economicamente sem abrir mão de sua soberania, e de outro lado, forças internacionais, que estrategicamente permitiam a liberdade política dos países, mas mantinham suas economias sob tutela. De outro lado existiam aqueles que defendiam a economia do País sob uma ótica de completa liberação econômica, utilizando o argumento que este era o único caminho para o desenvolvimento, mesmo que isto significasse perda de soberania. Sob este entendimento, estava a terrível opção que era colocada ao Povo Brasileiro, ou aceitava as regras internacionais, esquecendo-se do dispensável conceito de soberania ou sucumbia. Era a típica Escolha de Sofia, aquela judia que teve que escolher um de seus filhos para entregá-lo aos nazistas para salvar o outro.
Resistente a essas idéias, o Povo Brasileiro organizou-se em torno do movimento chamado Queremismo, que via na figura de Getúlio Vargas o fiel depositário de suas esperanças. Não entregaríamos nenhum de nossos filhos, o desenvolvimento e a soberania, criaríamos os dois, defendia ele. O Queremismo de 45 ressurgiu nas eleições presidenciais de 1951. Inebriado pelo Canto da Sereia, o Brigadeiro Eduardo Gomes, homem bem- intencionado e honesto, como é tradição da Força Aérea Brasileira, equivocou-se na sua visão sobre a política nacional, e representou a UDN (União Democrática Nacional) no novo combate contra Getúlio. Foi derrotado, sendo o restante da história conhecido de todos nós.  Um homem tem todo o direito de equivocar-se, porém, na reflexão eterna que se encontra hoje, o Brigadeiro, sem dúvida, teria uma abordagem econômica diferente, ou seja, não persistiria no erro. Tanto é verdade, que após a derrota a UDN mudou de posição e passou a defender o monopólio estatal apoiando a criação da Petrobras, fato que gerou um convite de Vargas para que o Brigadeiro assumisse o Ministério da Aeronáutica, convite que foi recusado. Passaram–se os anos e vemos hoje a nova UDN, fortalecida e mais numerosa, e surpreendentemente no poder, pelo mesmo caminho da liberdade política com economia controlada de fora.
O Brigadeiro deve estar incomodado, pois ao que se sabe, não é permitido a militares usarem barba. Nem o Brigadeiro concebeu que algum dia se pensaria na possibilidade de conceder autonomia ao Banco Central do Brasil. Tese que vem sendo paulatinamente inoculada na opinião pública brasileira. Aliás, paulatinamente é um termo que estabelece semelhanças com um sobrenome freqüentemente destacado na mídia econômica – política atual. O Paulatino desenvolve as mesmas técnicas usadas por Carlos Lacerda que defendia a UDN de sua época.
Por essas e outras e que o Brasil precisa de um Novo Queremismo, que queira a volta do patriotismo, de desenvolvimento e da manutenção da soberania. É possível, o Brasil é imenso e forte, e encontrará seu futuro, mesmo contra a UDN da atualidade.

* Engenheiro Doutor e Professor Universitário
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